Sexta-feira, Novembro 09, 2007

O melhor dos mundos possíveis, ou não...

Foi no domingo passado, quando fui acordado por vozes de crianças a brincarem à apanhada na rua. Espreguicei-me com um rugido mesmo profundo que se ouviu por toda a casa. Porra, finalmente dormi como uma pedra pela primeira vez há meses. Soube mesmo bem. Ando com umas insónias invulgares ultimamente, e umas dores nos maxilares e nos dentes quando acordo, pá e não faço ideia porquê.

Será que é por causa do stress da faculdade? Isto da meretriz da Bolonha tramou-me a sério com horários das 9 às 8 da noite. Francamente nem em Medicina onde é suposto salvarem vidas, o pessoal tem esta vida ocupada. É tanto trabalho pá! Sinto-me inundado! Como um puto mongalóide de braçadeiras a chapinhar em alto mar.

Ah ah. Nah. Quem é que estou a tentar enganar? Baldo-me demasiado e com a discografia completa do George Michael no mp3 ou a mesa sagrada dos matrecos todas as aulas são sempre abrir.

Hmm, não sei mesmo, o que é que se está a passar comigo? Este corpo nunca me deu chatices. Até tentei o copinho de leite quente, o raio do duche, e meditação antes da cama, mas nada me relaxa. Epá, tu por acaso não conheces mais alguma solução para acabar com problemas de sono? E que não envolva comprimidos…

Bem, espero ao menos que a menina esteja a dormir em paz, isso já seria um grande conforto.

Seja como for, é só um incómodo pequeno. Deve passar depressa, ou vou precisar dum dentista… e eu tenho um medo patológico desses agentes do demo.

Acabei finalmente por levantar-me, abri os estores do quarto e olhei para o céu. Estava uma manhã realmente agradável e solarenga. Ah, sinto-me tão livre. Nem tinha uma única preocupação na cabeça (vazia =).

Realmente não se ganha nada em estar angustiado, enfim acho que te dizer isso é um bocado superficial e condescendente, mas gosto de acreditar que vivemos no melhor dos mundos possíveis, independentemente da quantidade de chatices que aturamos. Afinal noutra dimensão alternativa, existem duas versões de nós, em que um sacana dum desalmado conhece uma certa menina frita há dois anos atrás, e em vez de desperdiçar tempo a escrevinhar tretas meio-lamechas, simplesmente aproveita-se dela, põe-se a fresco e nunca mais diz nada. Fim da história.

Ufa, ainda bem que vivemos nesta realidade, e pudemos conhecermo-nos um bocado melhor, e se alguma vez fores rica, até posso chular-te amigavelmente de vez em quando. A vida é ou não é o máximo?

E assim andei para a casa de banho cantarolando:

I can see cleaaarly now the rain is goooone.

I can see all obstacles in my waaaay!!

Here is the rainbow I've been prayin' for….

It’s gonna be a bright (bright) bright (bright) sunshiny day!!


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