Acordei de manhã cedo para ir passear de carro pela margem sul com uns amigos meus. Tinhamos a música aos berros, o vento de cortar a respiração a entrar pelas janelas abertas, cinzas de cigarros e cabelos a esvoçar pelo ar, enquanto mastigávamos uns big macs raquiticos muito diferentes das fotografias dos menus. Os meus dois amigos tavam à frente meio calados a ouvir uma canção qualquer... "Uncle Sam" acho eu, que protestava sobre a guerra, pá uma merda assim do género.
Não fazia o meu estilo, acho que também nem o teu, talvez porque somos daqueles privilegiados que nunca iremos deparar-nos com conflitos armados, e só nos interessa viver o nosso dia-a-dia sossegados. Longe dos olhos, longe do coração. Eu acabei o meu gelado e pedi ao meu amigo para ele mudar música. A barulheira já estava a irritar-me os ouvidos colados às colunas do banco de trás.
Ele mudou para reggae, e lá continuamos nós pela auto-estrada fora. Andávamos por aquelas bandas à procura dum sítio porreiro para filmar um projecto maluco nosso... realmente não há férias para os idiotas que andam atrás de sonhos. Por muito irrealistas que sejam.
Ó Santo Catrinésio, tu não imaginas como isto cansa um bocado, ter de aturar burocratas parvalhões, contratempos e discussões financeiras, e velhinhas teimosas paranóicas que pensam que és um vigarista e lhes quer roubar a reforma...
Às vezes só me apetece largar tudo, ir para a praia relaxar, e afogar-me num mar salgado de dolce far niente. Mas prontos, existe uma altura para tudo. E um homem deve fazer o que tem para fazer. Ou se vive com paixão, sabes, aquela fúria inconformada no peito até às últimas consequências, ou mais vale ser metido num caixão sob sete palmos de terra. Ya, já chega mesmo de procrastinação, estagnação e masturbação mútua. Porque afinal de contas não sou como certas pessoas né?
Ele mudou para reggae, e lá continuamos nós pela auto-estrada fora. Andávamos por aquelas bandas à procura dum sítio porreiro para filmar um projecto maluco nosso... realmente não há férias para os idiotas que andam atrás de sonhos. Por muito irrealistas que sejam.
Ó Santo Catrinésio, tu não imaginas como isto cansa um bocado, ter de aturar burocratas parvalhões, contratempos e discussões financeiras, e velhinhas teimosas paranóicas que pensam que és um vigarista e lhes quer roubar a reforma...
Às vezes só me apetece largar tudo, ir para a praia relaxar, e afogar-me num mar salgado de dolce far niente. Mas prontos, existe uma altura para tudo. E um homem deve fazer o que tem para fazer. Ou se vive com paixão, sabes, aquela fúria inconformada no peito até às últimas consequências, ou mais vale ser metido num caixão sob sete palmos de terra. Ya, já chega mesmo de procrastinação, estagnação e masturbação mútua. Porque afinal de contas não sou como certas pessoas né?

Eh eh, eu não me tou a referir a ninguém em especial, agora se te sentires picada outra vez, é porque aqui o pinguim deve ter MESMO tocado num sítio que ¡Ay, ay, ay, no, no me gusta, cariño!
Francamente, isto faz-me lembrar aquela velha história da gaja que diz ao rapaz que não é frígida nem gata assanhada, e depois duma noite de upa upa já lá vai, o pobre rapaz pensa que está tudo bem na sua vidinha, que é o rei do universo, vai ao bar do bairro e paga shots a todos os bêbados do costume, até que descobre uns dias depois através de terceiros que a gaja contou às amigas todas as suas fraquezas ou inventou que ele era um sacana abusivo violador que a obrigava a engolir e depois ia-se embora sem beijar nem dizer adeus...
Uns tempos mais tarde, o rapaz deprimido acabou por ir parar a um viaduto sobre a Segunda Circular, e ficou ali a olhar para o céu, ouvindo os carros a passar... subitamente agarrou-se à cerca de metal, subiu-a e.....
...teve uma revelação divina.
Ele ainda não tinha cumprido a sua promessa nem realizado o seu sonho de infância. Nem provado todos os 31 sabores dos gelados Baskin-Robbins. Que se foda, puta que a pariu.
Assim decidiu-se é voltar para casa e fazer-se à vida.
Até que nesse momento lhe apareceu de repente um tipo doido vestido de pinguim que lhe dá uma cacetada na cachola sem mais nem menos, atirando-o ao chão e desata depois a correr rua abaixo.
Este episódio é só uma paródia fictícia, qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é pura coincidência...
Pronto, pronto, vá lá não frites comigo, anda aqui um rapaz a tentar escrever-te umas coisas só pra ver se te arranca um sorriso, e depois a menina pensa que é o meu diário pessoal literal. Pois isso seria uma seca.
Só porque sou sincero apenas contigo, não quer dizer que te diga a maior parte das coisas aqui. Mas posso fazer-te essa vontade na próxima vez que nos encontramos, vou-me deixar de introspecções profundas e conversamos melhor pá.
Seja como for, vou-te contar um simples facto em que quero que reflictas se é que sobrou algum neurónio inteiro nesse teu corpinho:
Os fantasmas existem, e eu não bebo álcool. Muito.
Porque a realidade no fundo supera qualquer
artimanha que o mentiroso mais criativo invente.
Topaste? Yay, bom para ti. Tão esperta que és. Toma lá um cubo de açúcar.
Vá fica bem e inté.
(Ahh, mesmo uma queimada que me saiu, mas o que é que será que eu vejo nela? Hmm... murmúrio... mistério... fónix.)
Francamente, isto faz-me lembrar aquela velha história da gaja que diz ao rapaz que não é frígida nem gata assanhada, e depois duma noite de upa upa já lá vai, o pobre rapaz pensa que está tudo bem na sua vidinha, que é o rei do universo, vai ao bar do bairro e paga shots a todos os bêbados do costume, até que descobre uns dias depois através de terceiros que a gaja contou às amigas todas as suas fraquezas ou inventou que ele era um sacana abusivo violador que a obrigava a engolir e depois ia-se embora sem beijar nem dizer adeus...
Uns tempos mais tarde, o rapaz deprimido acabou por ir parar a um viaduto sobre a Segunda Circular, e ficou ali a olhar para o céu, ouvindo os carros a passar... subitamente agarrou-se à cerca de metal, subiu-a e.....
...teve uma revelação divina.
Ele ainda não tinha cumprido a sua promessa nem realizado o seu sonho de infância. Nem provado todos os 31 sabores dos gelados Baskin-Robbins. Que se foda, puta que a pariu.
Assim decidiu-se é voltar para casa e fazer-se à vida.
Até que nesse momento lhe apareceu de repente um tipo doido vestido de pinguim que lhe dá uma cacetada na cachola sem mais nem menos, atirando-o ao chão e desata depois a correr rua abaixo.
Este episódio é só uma paródia fictícia, qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é pura coincidência...
Pronto, pronto, vá lá não frites comigo, anda aqui um rapaz a tentar escrever-te umas coisas só pra ver se te arranca um sorriso, e depois a menina pensa que é o meu diário pessoal literal. Pois isso seria uma seca.
Só porque sou sincero apenas contigo, não quer dizer que te diga a maior parte das coisas aqui. Mas posso fazer-te essa vontade na próxima vez que nos encontramos, vou-me deixar de introspecções profundas e conversamos melhor pá.
Seja como for, vou-te contar um simples facto em que quero que reflictas se é que sobrou algum neurónio inteiro nesse teu corpinho:
Os fantasmas existem, e eu não bebo álcool. Muito.
Porque a realidade no fundo supera qualquer
artimanha que o mentiroso mais criativo invente.
Topaste? Yay, bom para ti. Tão esperta que és. Toma lá um cubo de açúcar.
Vá fica bem e inté.
(Ahh, mesmo uma queimada que me saiu, mas o que é que será que eu vejo nela? Hmm... murmúrio... mistério... fónix.)

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